Valther Maestro

Pedagogia Humanística: algumas pensadores, algumas reflexões e propostas

“Não sabemos quanta capacidade de criação é morta nas salas de aula”
Alexander Neill

Em oposição à pedagogia tradicional, que tem como valores a disciplina, a transmissão de conteúdos do professor para o estudante (e o considera aluno – ser sem luz) e a memorização, surgiram vários paradigmas educacionais propondo novos pontos de vista. Um deles foi a chamada educação humanística, também chamada de não-diretiva, representada pelo escocês Alexander Neill e pelo norte-americano Carl Rogers.

Nessa abordagem o estudante não é um simples depositário de conhecimentos e a função do professor não é apenas transmitir informações, mas principalmente criar condições para que os educandos possam aprendam. Para esse paradigma, o objetivo da educação é a realização plena do ser humano e o uso pleno de suas potencialidades e capacidades.

Os seres humanos são vistos em sua totalidade, um organismo em processo de integração, onde sentimentos e experiências exercem um papel muito importante, como fator de crescimento. Enquanto na educação tradicional, o professor deve se manter o mais distante possível do estudante e não deve se envolver emocionalmente, na educação humanística só há aprendizado quando há envolvimento emocional.

Essa postura não aceita qualquer projeto social que seja baseado no controle e na manipulação das pessoas. Ao contrário, as pessoas devem ser acostumadas desde pequenas à autonomia e a assumirem a responsabilidade das suas decisões pessoais. Assim, temos a possibilidade de educar para promover as modificações tão necessárias no mundo em que vivemos, ou seja, não estamos preparando as crianças e os jovens para o mundo, mas sim para mudar o mundo. A ideia principal é ter a possibilidade de contestar o que há de errado, não se conformar com as injustiças e com as segregações e propor algo diferente.

Na escola de Summerhill, que Alexander Neil fundou e dirigiu durante anos na Inglaterra, todas as decisões importantes eram tomadas em assembleias aos sábados, em que participava toda a comunidade acadêmica, do diretor aos estudantes mais jovens. Ali todos tinham direito a um voto. Eram nessas reuniões que se estabeleciam as regras da escola: quando e como ver televisão, a que horas ir deitar, quando acordar, qual a próxima peça de teatro a ensaiar, que comida a maioria prefere, o que fazer com a menina que gosta de quebrar janelas. Infelizmente a maior parte das escolas brasileiras os estudantes não são chamados a emitir sua opinião, diretores-coordenadores-professores decidem tudo por eles. Acredita-se que eles não possuem capacidade de participar e de sugerir. O medo toma conta dos educadores brasileiros quando o assunto é dar voz aos educandos.

Segundo Rogers, o indivíduo é capaz de dirigir-se a si mesmo, de encontrar na sua própria natureza o seu equilíbrio e os seus valores. A alienação do ser humano consiste em não ser fiel a si mesmo. Para esse autor, somente quando o ser humano sente-se incondicionalmente aceito, ele se atreve a aceitar-se como é e abrir-se para o processo de aprendizado.

Um testemunho de um professor de Summerhill, publicado na revista Realidade (1968), dá o tom da relação dos professores com os alunos em uma escola em que não era obrigatório nem mesmo frequentar as aulas: “Você não sabe o que é ter uma classe onde quem está lá porque quer, porque escolheu aprender... Como em Summerhill ninguém pergunta a ninguém se vai ou não para a escola, ficamos logo viciados em sinceridade. Preciso estudar para acompanhar a criançada. Quem resolve aprender, não só vai a todas as aulas, como não dá folga para a gente: quer saber cada vez mais”. Em contra partida, nas escolas brasileiras o estudante é obrigado a tudo, ele é obrigado a estar presente e em aceitar as aulas e assuntos definidos pelos professores. Também é obrigado a fazer os trabalhos conforme as regras impostas pelos professores, além é claro de ter um conjunto de normas disciplinares para acatar. Muitas dessas regras nem foram discutidas entre eles, devem ser apenas aceitas.

Aos que acusavam seu método de criar deliquentes, Neill respondia que o que torna as pessoas neuróticas e delinquentes são o moralismo e a repressão sexual. Para ele, a neurose é consequência da falta de amor e de aceitação. Para Neill, por exemplo, o interesse das crianças em assuntos escatológicos surge da própria repulsa com que os pais tratam esse assunto: “Lembro-me de uma menina de 11 anos. Seu único interesse na vida eram os banheiros, os buracos de fechadura. Substituí aulas de geografia por outras referentes ao seu assunto predileto, o que a fez muito feliz. Dez dias depois, quando quis continuar as lições especiais, ela protestou, entediada: Não quero mais ouvir falar nisso. Estou farta de falar nessas coisas”, conta Neil.

Infelizmente, nas escolas brasileiras muito tem se discutido sobre a questão da indisciplina, esse é o grande mal da escola na atualidade, os estudantes são indisciplinados, não respeitam os professores, não cuidam da sala de aula, não possuem limites. Mas será que isso é verdade? Qual teria sido a primeira agressão?

Historicamente, nas escolas do Brasil, os estudantes desde a 1ª série do ensino fundamental, para não dizer na educação infantil, foram obrigados a concordar com um método de controle imposto pelo sistema educacional, são avaliados e o seu desempenho os classifica, distinguindo os melhores dos piores. A maioria das vezes são expostos a situações onde o grupo fica sabendo quais são suas dificuldades, normalmente essa exposição é feita de maneira agressiva ou visando demonstrar que o professor é quem tem poder na sala de aula. O erro não é visto como a possibilidade de acerto, mas sim como algo ruim, como falta de estudo, como falta de organização.

É importante destacar a diferença que Neil faz entre liberdade é licenciosidade. Licenciosidade é fazer o que se quer. Liberdade é agir dentro de limites estabelecidos pela liberdade do outro. Um aluno de Summerhill podia fazer o que quiser, desde que não incomodasse os outros. Se isso acontecesse, o caso seria levado à assembleia.

A ausência de liberdade e de regras combinadas entre todos os membros da escola, fez com que essa instituição entrasse em colapso. Infelizmente na escola de hoje há uma transferência de responsabilidades, e o pior, muitos não sabem qual papel exercer no dia-a-dia da escola. Os estudantes de hoje, foram formatados a temer, ter medo e diferente de respeitar. O respeito se conquista na relação, na proximidade, na exposição do que sem pensa e nas dúvidas que temos a cerca do mundo em que vivemos e da nossa própria existência. As crianças e os jovens não podem se organizar, não podem opinar, não podem questionar, não podem propor. As escolas que experimentam dar tais possibilidades aos educandos acabam tendo grandes supressas, mas ainda o medo de perder o controle é grande por parte dos educadores. Infelizmente a escola ainda é um lugar de controle e julgamento.

Um equívoco comum é com relação à forma como esse paradigma via a figura do professor. Rogers preferia chamar os professores de facilitadores. Essa palavra foi se deformando com o tempo e hoje perdeu quase completamente seu significado original. Para muitos, o facilitador é alguém que transfere a responsabilidade de aprendizado para o estudante. Exemplos disso são os professores que no primeiro dia de aula dividem os assuntos pelos diversos estudantes e os mandam depois apresentar o resultado dessa pesquisa (que quase nunca é pesquisa, mas apenas repetição de ideias de um autor já demarcado, numa relação, no fundo, bastante autoritária). Também temos alguns educadores que acreditam que ser um facilitador é deixar de lado alguns erros, não mensurar os avanços e retrocessos dos educandos, bem como, não interferir no que está errado, entregando de “bandeja” a resposta de algumas questões, diminuindo os conteúdos a serem trabalhados, flexibilizando para baixo as competências que deveriam ser atingidas pelos estudantes.

O facilitador, para Rogers, é alguém que: tem confiança na relação pedagógica e cria um clima apropriado para a convivência; informa, apresenta aos estudantes uma base para que eles possam avançar; aceita o grupo e cada um de seus membros (essa aceitação deve ser não só intelectual, mas também afetiva); alguém que se converte em um membro do grupo e participa ativamente do ato coletivo da aprendizagem; é congruente, isto é, consciente de suas próprias ideias e sentimentos.

Ou seja, facilitador é alguém que cria condições para o aprendizado, incentivando os educandos a se aprofundarem nos assuntos de acordo com seus interesses. Por exemplo, após uma aula sobre a África, os estudantes poderiam se aprofundar em temas como o tráfico de escravos, as religiões africanas, etc... e depois compartilharem suas descobertas com os colegas. É muito diferente de simplesmente deixar os estudantes darem aulas no lugar do professor, como alguns têm entendido a proposta humanística. Nem nunca deixar de possibilitar a construção sobre a África, ou sobre qualquer outro assunto considerado significativamente importante pela sociedade que vivemos, inclusive para que ele possa verificar se realmente é importante o que se discute na escola. Ou seja, o estudante aprende a aprender, tendo a possibilidade inclusive e descartar ou aprofundar sobre o que está sendo aprendido.

Anos depois de serem expostas, as ideias humanísticas ainda nos fazem pensar. Especialmente porque boa parte de suas propostas foram deturpadas. A não-defectividade tem sido vista como um “deixai fazer, deixai passar” que não é encontrado na proposta original. Pensadores como Alexander Neill e Carl Rogers nos mostram que a educação deve ser centrada no estudante, mas que o professor deve providenciar-lhe uma base que lhe permita aprender. Além disso, eles nos ensinam a importância da afetividade no processo educacional. Os educandos só aprenderão se for estabelecido um clima de amizade, em que todos sejam aceitos com suas próprias características.

Vemos então que nessa nova proposta, a educação acaba sendo centrada no estudante. Mas nem por isso o professor deixa de providenciar uma base que lhe permita o seu aprendizado. Além disso, eles nos ensinam a importância da afetividade no processo educacional, onde os estudantes realmente aprenderão se for estabelecido um clima de amizade e respeito, em que todos sejam aceitos com suas próprias características.

A criança e o jovem devem ser vistos como sujeitos, o agente principal do seu próprio desenvolvimento que na sua interação com o ambiente formativo busca desenvolver todas as suas aptidões e habilidades. O professor é o que articula, orienta e organiza o processo de aprendizagem e formação dos estudantes assumindo uma postura de parceiro no trabalho de elaboração do conhecimento.

Esta relação de parceria entre professores e o educando se expressa dentro da sala de aula em um ensino personalizado, que visa respeitar a singularidade e o ritmo de cada um. Aos estudantes cabe a possibilidade de receber dos professores as programações das disciplinas e estruturam seus Planos de Trabalho definindo as estratégias e procedimentos para atingir os objetivos propostos efetuando uma experiência pessoal com o objeto a ser estudado. Em um segundo momento, a sala de aula torna-se um local de partilha de saberes.
Uma proposta político-pedagógica em que o saber, como conceito, atinge proporções capazes de desenvolver bases filosóficas, científicas, tecnológicas e instrumentais que capacitam o educando a saber conviver usando o domínio dos pressupostos inseridos na ECOPEDAGOGIA - Promoção da Vida. Por meio desse processo o educando faz a leitura do mundo que o cerca, desenvolve hábitos de integração com o meio e com os outros, numa convivência harmoniosa e saudável: o saber conviver.

Ele pode usufruir, assim, das habilidades e conhecimentos adquiridos pela EGOPEDAGOGIA – Promoção do Eu, ou seja, desenvolvimento de processos que lhe permitem o autoconhecimento, o capacitar-se para conflitos, o adquirir autoestima na medida certa alfabetizando-se emocionalmente – o saber ser.
O saber conhecer e o saber fazer se referem ao domínio da INTELECTOPEDAGOGIA, promoção da autonomia intelectual e tecnológica que prepara o educando para as inovações científico-tecnológicas, além de trabalhar suas habilidades físicas e lingüísticas, e estimula sua super inteligência e sua infra inteligência para ativamente descobrir atividades culturais acadêmicas e científicas com as quais mais se identifica.

Ser humanista na visão de Célestin Freinet, é a capacidade do educador desenvolver plenamente todo o potencial da criança, procurando aprimorar todas as suas características, tendo como concepção o bem-estar e a dignidade do jovem como ser humano. Ele, foi muito além no que se refere a valores ideológicos e até mesmo religiosos, levou em conta a "ética humana". Muitas das palavras ditas por Célestin Freinet ao longo da sua vida vem de ao encontro no que está escrito na Declaração Universal dos Direitos das Crianças da ONU.

Quem estuda a Pedagogia Freinet e trabalha com ela diariamente, percebe que se trata muito mais do que uma simples "Proposta Pedagógica", diria que é uma "Filosofia de Vida". A criança é vista como um ser autônomo, para a qual é capacitada na escolha das atividades a ser desenvolvidas segundo o seu próprio interesse. É vista também, como um ser racional, capaz de muito cedo opinar e criticar sobre fatos ou assuntos que lhe são expostos, tendo o direito e a oportunidade de raciocinar sobre aquilo que lhe é proposto. Dessa forma, tudo passa a ser mais significativo. O livre arbítrio também é considerado entre as crianças. Suas escolhas e recusas são respeitadas, sempre analisando o motivo de tal decisão.

Assim como no adulto, toda criança já possui inerente uma consciência moral, cabe ao educador ajudar a desenvolver e a aprimorar essa moral primitiva. Quem conhece o trabalho da Pedagogia Freinet na prática, pode presenciar a importância dada a um dos direitos do ser humano que é ser respeitado e valorizado. Isto, nada mais é, do que o direito de desenvolver a capacidade criativa e imaginativa que cada um de nós temos dentro de si como seres humanos. Geralmente as crianças que crescem sobre essa pedagogia são mais criativas e ousadas do que outras, que são educadas sem terem os seus direitos humanos respeitados.

Todo indivíduo é sócio-político, ou seja, tem a sua parte de responsabilidade na sociedade na qual esta inserida e consequentemente é influenciado politicamente mesmo não querendo. Célestin Freinet tinha tanta consciência disso que se envolveu em vários movimentos políticos sendo, por esse motivo, perseguido. Como todo humanista lutava por uma igualdade universal, sempre voltada para a área da educação que era o que realmente lhe interessava e preocupava mais. Em suas atividades, tentava ensinar aos seus educandos a serem mais solidários através de cooperativas que criava dentro das escolas. Também lutava por uma educação democrática, onde todos tinham voz para opinar, tentando passar o significado de justiça e acima de tudo.
Infelizmente, muitas escolas não sabem qual pedagogia realizam em seus contextos diários. Assume posturas e posições pautadas nas escolas tradicionais/tecnicistas, mas em alguns momentos respiram ares de rupturas com as metodologias conservadoras, possibilitando momentos de construção do conhecimento de maneira mais livre. No entanto, a falta de preparo da coordenação pedagógica, dos educadores e o distanciamento das famílias do contexto escolar, colaboram para a não construção de uma renovação das escolas e uma mudança efetiva nos procedimentos.

Atualmente, a escola e a família, que deveriam estar juntas lutando pela melhoria/mudança das relações de ensino-aprendizagem, estão em lados antagônicos. Tanto a escola, quanto a família, transferem responsabilidades que são eminentes a elas, não dialogam sobre o que é específico de cada uma e sobre os que em parceria deveriam fazer. Nesse contexto, os estudantes acabam perdendo, pois os educadores (pais e professores) não se entendem e não definem estratégias para garantir melhoras significativas nas relações socioeducativas. O pior é quando entram em conflito, buscando culpados para erros que não são assumidos e trabalhados em conjunto. Garantir que a família faça parte da vida escolar é um desafio, tanto para a escola, quanto para os pais, que muitas vezes nem se preocupam com o desempenho escolar de seus filhos.

Célestin Freinet tinha como compromisso, ajudar a todos os indivíduos que necessitasse, quer estando envolvidos dentro da escola ou não, preocupando em aperfeiçoar e a desenvolver as potencialidades de cada um, como ser humano. Sua proposta pedagógica é humanista e liberal, no sentido de educar a criança para ser um homem livre e crítico, apropriando-se da sua vida humana por completo, assimilando a cultura em que vive e a cidadania, primordial para qualquer ser humano.

Um dos objetivos da educação na visão de Célestin Freinet, é o alcance da vida humana plena e dignamente, apropriando-se da cultura e da cidadania. A educação humanista é democrática, pluralista, aberta e crítica, acima de tudo é sensível e atenta às diferenças e necessidades culturais e até mesmo individuais, e é nessa visão que todas as crianças são educadas na pedagogia freinetiana. Ele foi um educador humanista contemporâneo, que tinha como uma de suas metas, humanizar seus alunos e seus seguidores. Freinet tinha um espírito libertador intelectual, era autônomo moralmente e pluralista em seus pensamentos, tentou em sua pedagogia libertar seus alunos da ignorância, do preconceito, do capricho, da alienação e da falsa consciência, buscando assim, desenvolver as potencialidades humanas de cada um.

De forma clássica e humanista, a perfeição humana deveria servir de modelo para regularizar a educação e servir de ideal para todos os seres humanos, em especial os educadores.

A educação humanista é formadora de pessoas livres, construtores de um juízo sólido e de nobre caráter em seus alunos. Para Freinet nenhum ser humano pode ser considerado educador se não for fiel as suas tradições, sendo crítico e liberal. Na sua pedagogia é necessário se praticar as virtudes enobrecendo as relações humanas e suas sabedorias. O exercício das faculdades naturais, a espontaneidade, o interesse pelas coisas naturais, fazem parte da filosofia embutida na pedagogia de Célestin Freinet. A autenticidade pessoal, a auto-realização e o ambiente democrático que é construído, também fazem parte da sua filosofia.

Tudo isso, compõe o processo de crescimento das crianças e dos jovens como seres realizadores e conquistadores do seu espaço, dos seus lugares, do mundo. É o lado romântico intrínseco na forma de educação humanista. Célestin Freinet foi atento, como todo humanista e educador, a natureza interior de cada um de seus educandos, e criou meios para que tal natureza desabroche-se de forma saudável e plena. É assim que seus seguidores procuram pensar e tentar agir.
Freinet respeitava a essência do ser humano como ser livre e pensante. Cabe a seus seguidores definirem e criarem situações para tal desenvolvimento de cada ser humano, tentando criar verdadeiros autores, e portanto, assim responsáveis. Os estudantes, nessa visão na qual são educados não são obrigados a aceitar as verdades alheias, mas cabe sim a eles a opção de escolha, dando lhes oportunidades de criarem suas próprias identidades e traçarem os seus projetos de vida.

Muitos fatos da vida cotidiana afetam direta e indiretamente o desenvolvimento emocional, intelectual, moral e até mesmo físico das crianças, portanto, não se pode negar a relação existente entre a política e a educação. Para que ambas caminhem juntas e bem, seria necessário que a pedagogia se tornasse mais política e que a política se tornasse mais pedagógica, Célestin tinha, também, esse pensamento. Assim sendo, todos os educadores deveriam passar a ter uma visão emancipada sobre todos os problemas socioculturais, transmitindo e criando oportunidades para que seus alunos estejam capacitados criticamente, tento consciência e autocontrole de suas próprias vidas.

Todos os educadores devem lutar coletivamente, assim como Freinet fez na sua época, agindo como sujeitos transformadores, fazendo das escolas um local democrático, com objetivo de ensinar suas crianças a respeito do que é viver em uma sociedade justa como ser humano, independente de sua raça, classe, sexo ou idade. Há apenas uma preocupação para a educação humanista de Célestin Freinet, e esta preocupação é a de viver a vida em todas as suas manifestações. Um dos primores do educador humanista Freinet, nada mais é do que orientar e capacitar dos estudantes como indivíduos capazes de levarem uma vida completa e intensa, tendo envolvimentos políticos e uma boa conduta moral, com sensibilidade para apreciar o que é belo tanto na natureza quanto na arte. Além de se preocupar em formar pessoas íntegras e com conhecimento geral, também achava necessário transmitir como se deve utilizar desses conhecimentos.

As crianças educadas na Pedagogia de Célestin Freinet, não tem problemas de integração, quer seja em pequenos grupos ou em grandes comunidades; apesar disso tudo elas possuem um senso de individualidade bastante apurado, de autonomia e são bastante autênticas. Os educadores humanistas são vistos pelos seus alunos como um exemplo de vida. Deve-se criar um clima na escola de confiança, diálogo, respeito, tolerância, zelo, liberdade, compromisso e responsabilidade.
No entanto, para definirmos os procedimentos que vamos desenvolver, temos que definir qual o objetivo, a missão e os valores de nossa escola, criar um projeto político pedagógico pautado em valores e procedimentos diretamente ligados a pedagogia que vamos assumir. Definir um projeto para cada série/ano, pautado nos objetivos do segmento a qual a série/ano pertence, projeto esse que deve constar todas as ações que coletivamente vamos desenvolver, criando assim o currículo da escola, valorizando uma avaliação formativa e que se faça pautada nesses objetivos, dialogado habilidades, competências com conteúdos que expliquem o mundo em que vivemos e o mundo que queremos construir.

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